Na semana passada escrevi a um amado amigo a respeito de 04 homens, dois apresentados no velho testamento e dois apresentados no novo testamento com base nas suas vidas e conseqüentemente o que aconteceu com eles devido as suas escolhas.
Primeiramente apresentando o Profeta Samuel e o Rei Saul
Dois homens, um profeta de Deus e outro ungido Rei ambos a serviço de Deus, entretanto a Bíblia diz que um seguiu um caminho e o outro o inverso, Saul desobedeceu a Deus de várias formas, mas ficamos com uma delas que foi a gota d'agua:
Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar.(I Samuel 28:7)
No Livro de Crônicas podemos entender o que aconteceu com o Rei Saul:
"Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante". 1 Crônicas 10.13.
o que a Palavra de Deus diz a respeito de consultar mortos:
Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;(Deuteronômio 18:10 a 11)
Saul recorreu a recursos em desobediência a Deus e isto foi fatal para ele.
em contra partida, Samuel foi reto em todas as coisas de Deus e descansou.
Dois homens , dois destinos
Encontramos também dois personagens, Um homem rico e um mendigo, um vivia muito bem e o outro miseravelmente, vamos a Palavra de Deus:
Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai.Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.(Lucas 16:19 a 31)
O Rico foi para um lugar,o Mendigo para Outro.
Dois homens dois destinos.
podemos tirar ricas lições, o Rico não ajudou o mendigo,enquanto vivia regaladamente e esplendidamente,enquanto isto, o mendigo "a sua porta", comia migalhas.
Podemos entender que a riqueza não é pecado, mas sim o que estamos fazendo com os bens que temos, será que estamos ajudando e cooperando na obra do Senhor, ajudando os menos afortunados?
Por outro lado vimos que depois que partimos para a eternidade, nada mais podemos fazer ,o rico foi para um lado e o mendigo Lázaro para o outro.
ainda bem que Jesus morreu e no terceiro dia ressuscitou e fala aos nossos corações que o tempo se abrevia e que hoje é um grande dia de aceitação para que possamos recebê-lo como Senhor e salvador de nossas vidas e sermos participantes do Reino Celestial.
o amanhã não sabemos o que vai acontecer com as nossas vidas.
Nós temos a liberdade de escolha em vida, por isto que venhamos a escolher bem, que venhamos a escolher vida e vida em abundância, por Aquele que temos a certeza de estarmos na direção certa, JESUS CRISTO
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.(João 14:6)
Deus te abençoe
Paulo Sergio
A PAZ DE CRISTO!
Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.(Colossenses 3:15 a 21)
Quando observamos a Palavra “árbitro’, entendemos pelas vias da Lei do homem, que é umacondição dada por intermédio do Senhor, para que venhamos andar em amor e em Paz com todos , da mesma forma como Ele nos deu.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.(João 14:27)
O apostolo Paulo nos exorta a sermos agradecidos a Deus,que habite em nosso meio a Palavra de Cristo ,louvando a Deus com salmos, hinos, cânticos espirituaiscomgratidão em nosso coração.
E tudo o que fizermos,seja como se fizéssemos a Deus em nome do Senhor Jesus.Pois de nada adianta professarmos umafé e as nossas palavras eatitudes sejamtodas elas contrárias a Deus.
Por certo, a partir do momento que tomamos uma postura de agradar ao Senhor, devemossegui-lo em Verdade,sendo amoroso para comtodos, sem fazer qualquer acepção de pessoas.
Como Deus constituiu primeiramente a família, nada mais justo do que ter sempre uma Palavra para cada um dos membros, por isto amadasesposas, amados maridos, amados filhos, vivam em amor uns para os outros, sigamos sempre nos ensinamentos de Cristo para que em todaa nossamaneira de viver em Amor, Deuspossa ser glorificado através de nossas vidas.
Afinal de contas oamor é o vínculo da perfeição e quando estamos fazendo tudo paraagradar a Deus, então podemos afirmar que a Paz do nosso Senhor Jesus Cristoestá presente em nosso meioe conseqüentemente transmitidas a todas as pessoas que nos rodeiam.
Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas, de acordo com sua mulher, reteve parte do preço, e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos.
Então disse Pedro: Ananias, porque encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo.
Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes.
Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram.
Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera.
Então Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dizei-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: sim, por tanto.
Tronou-lhe Pedro: Porque entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí a porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão.
No mesmo instante caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os jovens, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido.
E sobreio grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.
Amados leitores, poderia aqui citar diversas passagens em que a mulher sem sabedoria, leva ao homem a morte carnal e porque não dizer espiritual. Ananias e sua mulher eram servos de Deus, estavam na casa de Deus, dizimavam, serviam a Deus, e por um momento de fraqueza ou ganância fugiram da presença de Deus e deixaram uma brecha para que o diabo entrasse em seus corações.
Vamos lembrar de Eva e Adão, quem levou ao Adão pecar foi Eva que não vigiou e caiu nos conselhos do diabo. Snsão e Dalila. Sansão caiu porque Dalila caiu também nas garras do diabo. Se fizermos uma pesquisa na bíblia de certo que encontraremos outras mulheres que por sua falta de sabedoria levaram homens de Deus a morte. Mas graças a Deus que também encontraremos muitas mulheres que fizeram grandes obras.
Vamos ver o caso de Rute, como não falar de Abigail, mulher sábia que com sua sabedoria caiu com o rosto em terra e clamou ao Senhor, e impediu que Davi sujasse suas mãos de sangue com inocentes. Em Pv. 14> diz a mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as prórpias mãos a derruba.
Vamos falar agora para as mulheres. Em Pv.25:17> diz. "Não sejas frequente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti, e te aborreças". Como ilustrar o caso?
Certa vez duas irmãs moravam num mesmo condomínio e viviam insistentemente trocando visitas, quando não tardou surgiram as brigas, contrariedades e aborrecimentos. Porque? Por que se você esta constantemente na casa do teu próximo, existem momentos em que o teu próximo quer ficar sozinho, precisa ficar só. Se teu proximo é teu irmão na fé pode até acontecer que se você encontra-se com algum problema, podem orar e o Senhor Jesus dará a solução, porém se é alguém do mundo, não tem a sabedoria de orar antes de te dar algum conselho?
Vamos citar o caso da rainha Vasti. Por falta de sabedoria perdeu o rei Assuero para a serva Ester, de boa aparência e formosura e principalmente pela sua grande sabedoria.
Em Pv 6:19 diz> O Senhor abomina testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.
Amados leitores, precisamos vigiar e pedir discernimento ao Senhor quando alguma tempestade esta nos ocorrendo. Se for para nos consertarmos, exortarmos ou para resistirmos as tentações da carne ou do diabo.
Vamos aqui falar algo para os homens. Não poderia deixar de comentar. A palavra diz > Maridos, amai as vossas espôsas, e não as trateis com amargura. Não devemos confundir submissão com escravidão. A submissão é algo vindo da parte de Deus, com mansidão, domínio próprio, paciência e muito amor no coração.
A escravidão o nome ja diz. Quando somos do mundo, somos escravos de tudo, porém quando aceitamos a Jesus, somos verdadeiramente livres. Por isto é que Deus disse: Maridos amai vossas espôsas, pois o amor tudo suporta, tudo supera.
Porque Deus não disse para as mulheres amarem seus maridos e sim serem obedientes, de espírito humilde? Porque as mulheres ja tem a natureza do amor. Elas conseguem amar um criança em seu ventre sem ao menos colhecê-la.
Meus amados, espero que através desta pequena mensagem tenham compreendido o que é a submissão que tantos confudem e o que é a obediência a Deus.
Não podemos esquecer deste casal Ananias e Safira. Devemos obedecer a Deus em primeiro lugar. Quero deixar registrado o meu carinho a todas as famílias representadas pela figura da mãe, da mulher virtuosas. Vamos ser sábias e conduzir nossas famílias ao um lar verdadeiramente abençoado e que possamos transmitir aos nossos filhos esta sabedoria. Amém.
Depois de salvo, alguém pode ter o nome riscado do livro da vida?
Segundo a Bíblia, no Juízo Final, os mortos serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, isto é, segundo as suas obras (Ap 20.12). E aquele cujo nome não constar do livro da vida será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.15). Isso significa que o Senhor tem o registro de tudo o que fazemos (Sl 139.16; Ml 3.16; Sl 56.8; Mc 4.22). Quanto aos livros abertos no último grande julgamento, o pastor Antonio Gilberto afirmou, em sua primorosa obra O Calendário da Profecia, editada pela CPAD: Alguns desses livros devem ser: O livro da consciência (Rm 2.15; 9.1). O livro da natureza (Jó 12.7-9; Sl 19.1-4; Rm 1.20). O livro da Lei (Rm 2.12). Ora, a Lei revela o pecado (Rm 3.20). O livro do Evangelho (Jo 12.48; Rm 2.16). O livro da nossa memória (Lc 16.25: “Filho, lembra-te...”; Mc 9.44 — aí deve ser uma alusão ao remorso constante no Inferno). (Ver o contexto: vv.44-48 e Jeremias 17.1.) O livro dos atos dos homens (Ml 3.16; Mc 12.36; Lc 12.7; Ap 20.12). O livro da vida (Sl 69.28; Dn 12.1; Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 20.12). A presença do livro da vida nessa ocasião é certamente para provar aos céticos que estão sendo julgados que seus nomes não se encontram nele. (Ler o incidente de Mateus 7.22,23.)
Quando um nome é inserido no livro da vida?
O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos têm afirmado que Deus inseriu nesse livro apenas os nomes de supostos eleitos antes da fundação do mundo e contestam a oração que alguns pregadores fazem pelos pecadores arrependidos: “Pai, em nome de Jesus, escreva os seus nomes no livro da vida”. É importante observar que, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes estão relacionados no livro da vida desde a, e não antes da fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre antes da e desde a. No grego, o termo apo significa “a partir de”. Segue-se que a expressão “desde a fundação do mundo” denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra fundada, criada por Deus (Gn 1), e não que haja uma lista previamente pronta antes que o mundo viesse a existir. A expressão em apreço foi empregada também em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Isto é, os sacrifícios de animais realizados antes de Cristo tipificam a sua definitiva obra redentora. Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento; ninguém é registrado antes disso. Da mesma forma, o nome de uma pessoa salva só passa a constar do livro da vida após o seu novo nascimento. Afinal, “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). Não existe listagem prévia dos eleitos, como pensam certos teólogos. Na medida em que os indivíduos crêem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), eles são inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembléia (At 2.47, ARA; Hb 12.23).
É possível ter o nome riscado do livro da vida?
De acordo com a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5). Em Êxodo 32.32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moisés pelo povo: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro”. Serão riscados os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27). Em Lucas 10.20, Jesus disse aos discípulos da missão dos setenta, provavelmente distintos dos doze (“outros setenta”, v.1): “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus”. Judas, porém, um dos discípulos do Senhor, desviou-se do Caminho. Por isso, o apóstolo Pedro afirmou: “[Judas] foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério... se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At 1.17,25). Alguns, ainda, afirmam que Deus relacionou toda a humanidade no livro da vida e só risca quem não recebe a Cristo como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, e não aos pecadores que se converterem. Estes, conquanto tenham os seus nomes arrolados no Céu ao receberem a Cristo, precisam perseverar até ao fim (Mt 24.13). Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes ele asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v.1). Não foi por acaso que os pastores das sete igrejas da Ásia ouviram do Senhor a mensagem: “Quem vencer” (Ap 2 e 3). A manutenção do nome de alguém no livro da vida está condicionada à sua vitória até ao fim (Ap 3.5). Somos filhos de Deus hoje (Jo 1.11,12), mas devemos atentar para o que diz Apocalipse 21.7: “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.
A frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido empregada para os mais variados fins. Maus obreiros e falsos profetas se valem dela para ameaçar seus críticos; crentes mal-orientados usam-na para defender certos “ungidos”; e outros ainda a empregam para reforçar a idéia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas.
Quando examinamos o contexto da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Uma leitura atenta do Salmo 105 não nos deixa em dúvida: os ungidos mencionados são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e José (vv.9-17). Ademais, o título “ungido do Senhor” refere-se tipicamente, no Antigo Testamento, aos reis de Israel (1 Rs 12.3-5; 24.6-10; 26.9-23; Sl 20.6; Lm 4.20) e aos patriarcas, em geral (1 Cr 16.15-22).
Conquanto a frase não encerre um princípio geral, podemos, por analogia, afirmar que Deus, na atualidade, protege os seus ungidos assim como cuidou dos seus servos mencionados no Salmo 105. Mesmo assim, não devemos presumir que todas as pessoas que se dizem ungidas de fato o sejam. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse acerca dos “ungidos”: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).
É claro que a Bíblia apóia e esposa o pensamento de que o Senhor cuida dos seus servos e os protege (1 Pe 5.7; Sl 34.7). Mas isso se aplica aos que verdadeiramente são ungidos, e não aos que parecem, pensam ou dizem sê-lo (Mt 23.25-28; Ap 3.1; 2.20-22). Afinal, “O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Tm 2.19).
Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). O imitador de Cristo nunca se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).
Aparência, popularidade, eloqüência, títulos, status, anos de ministério... Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e imune à contestação à luz da Palavra de Deus. Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no desviado rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.
Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente, condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11). O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29).
O texto de Salmos 105.15 em nenhum sentido proíbe o juízo de valor, o questionamento, o exame, a crítica, a análise bíblica de ensinamentos e práticas de líderes, pregadores, milagreiros, cantores, etc. Até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico.
É curioso como certos “ungidos”, ao mesmo tempo que citam o aludido bordão em sua defesa — quando as suas práticas e pregações são questionadas —, partem para o ataque, fazendo todo tipo de ameaças. O show-man Benny Hinn, por exemplo, verberou: “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...” (citado em Cristianismo em Crise, CPAD, p.376).
Quem são os verdadeiros ungidos, os quais, mesmo não se valendo da frase citada, têm de fato a proteção divina, até que cumpram a sua vontade? São os representantes de Deus que, tendo recebido a unção do Santo (1 Jo 2.20-27), preservam a pureza de caráter e a sã doutrina (Tt 1.7-9; 2.7,8; 2 Co 4.2; 1 Tm 6.3,4). Quem não passa no teste bíblico do caráter e da doutrina está, sim, sujeito a críticas e questionamentos (1 Tm 4.12,16).
Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise e cometem todo tipo de pecado, além de torcerem a Palavra de Deus. Caso não se arrependam, serão réus naquele grande Dia! Os seus fabulosos currículos — “profetizamos”, “expulsamos”, “fizemos” — não os livrarão do juízo (Mt 7.21-23).
Portanto, que jamais aceitemos passivamente as heresias de perdição propagadas por pseudo-ungidos, que insistem em permanecer no erro (At 20.29; 2 Pe 2.1; 1 Tm 1.3,4; 4.16; 2 Tm 1.13,14; Tt 1.9; 2.1). Mas respeitemos os verdadeiros ungidos (Hb 13.17), que amam o Senhor e sua Santa Palavra, os quais são dádivas à sua Igreja (Ef 4.11-16).
Quanto aos que, diante do exposto, preferirem continuar dizendo — presunçosamente e sem nenhuma reflexão — “Não toqueis nos meus ungidos”, dedico-lhes outro enunciado bíblico: “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6, ARA). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda!